A importância do CheckList

Um checklist é uma lista de itens genéricos os quais podem conter dois estados: feito ou não feito. Esses itens podem estar relacionados à execução de algumas atividades(trabalho, estudo, academia, etc.) ou estar relacionados aos aspectos de um projeto ou de um elemento dele (inspeção de obras de construção civil, inpeção sanitária, etc.). Um checklist possui aplicação genérica, mas seus itens devem ser de domínio específico para que a lista faça sentido.

Nas atividades envolvidas no processo de desenvolvimento de software, os checklists servem de guia na construção de alguma tarefa ou podem servir de guia na revisão de uma tarefa ou artefato. Para a atividade de revisão de projeto arquitetural, por exemplo, um checklist pode conter itens com os temas de: corretude, coesão entre componentes, reuso, manutenção, entre outros. Já para a atividade de codificação, eles devem apresentar itens com os temas correspondentes à: cobertura de funcionalidade, análise ciclomática, presença de bugs e warnings, aspectos de refatoração, etc.

Quando aplicado sobre a atividade de teste de sistemas, um checklist pode estar integrado no processo de verificação(revisão de produtos de trabalho – casos de uso, projeto de sistemas, glossários, etc.) e validação(execução dos testes de pré-homologação, execução dos testes de aceitação, entre outros). Se relacionado com a atividade de pré-homologação, ele deve conter itens relacionados às várias visões de análise a ser consideradas no teste. Exemplos de análise interna são: observar corretude do código-fonte e testes unitários, validar estrutura das tabelas e consistência dos dados mantidos na base de dados. Exemplos de análise externa são: verificar layout da aplicação, corretude dos fluxos de operação do sistema.

Esses são alguns passos para escrever um checklist:

  1. Escolher um domínio de aplicação (ex.: testes de software);
  2. Traçar os aspectos de análise/confecção importantes (ex.: executar testes funcionais sobre o projeto X.);
  3. Definir seções para o checklist, ou seja, os blocos de interesse pelos quais ele será dividido (ex.: usabilidade, acessibilidade, desempenho, etc.);
  4. Escrever os itens/perguntas relacionados(as) às seções (ex.: usabilidade – os botões de submissão de formulários estão em evidência? A tecla <enter> possui efeito de submissão de formulário?)

No momento da execução dos checklist, todos os itens devem ser avaliados para que o resultado seja considerado satisfatório ou não. Por esse aspecto, ele constitui também um artefato de validação de qualidade ou acertividade. O checklist é uma ferramenta simples, porém poderosa, se aplicada de forma eficaz sobre um domínio ou tema de interesse.

Fica a dica! 😉

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s